Quanto levar para Argentina, Chile e Uruguai
A faixa de referência vai de US$ 35 a US$ 170 por dia, fora passagem e hospedagem, dependendo do país e do ritmo. Aqui a decisão principal não é o valor: é escolher entre encomendar o peso ou levar dólar e trocar no destino.
Gasto por dia, em dólar
Valores por pessoa, por dia, fora passagem e hospedagem. A referência vai em dólar porque é a unidade que mantém a ordem de grandeza estável nos três países.
| Destino | Moeda local | Econômico | Moderado | Confortável | Moderado, 7 dias, em reais |
|---|---|---|---|---|---|
| Argentina | Peso argentino (ARS) | US$ 35 | US$ 70 | US$ 130 | R$ 2.713 |
| Chile | Peso chileno (CLP) | US$ 40 | US$ 80 | US$ 150 | R$ 3.101 |
| Uruguai | Peso uruguaio (UYU) | US$ 45 | US$ 90 | US$ 170 | R$ 3.488 |
O que muda em cada destino
Argentina
Peso argentino · ARS
Dólar americano é o que mais circula entre turistas; peso argentino sai sob encomenda.
A referência de gasto vai em dólar porque o peso argentino se move muito. Vale conferir a regra de câmbio vigente pouco antes de embarcar.
Sob encomenda
Chile
Peso chileno · CLP
Peso chileno sob encomenda, ou dólar para trocar por lá.
Santiago e a região de esqui têm custos bem diferentes na mesma viagem. Cartão funciona bem nas cidades; passeio no interior pede espécie.
Sob encomenda
Uruguai
Peso uruguaio · UYU
Peso uruguaio sob encomenda; o dólar também circula no litoral.
No verão, Punta del Este e Colonia ficam mais caras que Montevidéu. Muitos estabelecimentos do litoral aceitam dólar diretamente.
Sob encomenda
Peso encomendado ou dólar na mão?
Levar dólar é o caminho mais flexível: sai na hora, é aceito diretamente em muitos lugares do litoral uruguaio e de áreas turísticas argentinas e pode ser trocado por lá conforme a necessidade. A desvantagem é depender de casa de câmbio no destino e de duas conversões.
Encomendar o peso resolve o primeiro dia sem procurar câmbio em cidade desconhecida e evita a segunda conversão. Exige apenas avisar com antecedência — o prazo é informado na consulta.
Muita gente faz os dois: encomenda uma quantia menor de peso para chegar tranquila e leva o restante em dólar.
Antes de embarcar para a Argentina
As regras de câmbio argentinas mudam com frequência e mexem no poder de compra do turista. Vale conferir o cenário vigente poucas semanas antes da viagem em vez de confiar em conteúdo publicado há meses.
Declaração, pagamento e IOF
A declaração eletrônica de bens de viajante (e-DBV) é obrigatória quando você entra ou sai do Brasil com valores em espécie acima de US$ 10.000, ou o equivalente em outra moeda, conforme a Lei nº 14.286/2021. Argentina, Chile e Uruguai têm limites próprios de declaração na alfândega, também na casa dos US$ 10.000.
- IOF de 3,5% sobre o câmbio de turismo, tanto em espécie quanto no gasto com cartão de crédito internacional.
- Até R$ 10.000, o pagamento pode ser em espécie ou transferência; acima disso, obrigatoriamente por transferência de conta de pessoa física de mesma titularidade, sem fracionar a operação.
- Cartão de crédito e de débito não são aceitos no pagamento da operação de câmbio.
- O valor é convertido pela taxa do dia, no momento da operação.
Perguntas frequentes
Por que a referência de gasto vai em dólar e não no peso local?
Porque o peso argentino se move muito e a conversão publicada envelhece rápido. Usar o dólar como referência mantém a ordem de grandeza estável e reflete o que acontece na prática: boa parte do turismo na região é cotada, informalmente, em dólar. No Chile e no Uruguai a moeda local é mais estável, mas manter a mesma unidade facilita comparar os três destinos.
Levo peso ou levo dólar?
Peso argentino, peso chileno e peso uruguaio saem sob encomenda, com prazo informado na consulta — dá para levar da forma que preferir. Muitos viajantes levam dólar americano, que sai na hora, e trocam parte no destino conforme a necessidade. No litoral uruguaio e em áreas turísticas argentinas, o dólar é aceito diretamente em muitos estabelecimentos.
Quanto levar para uma semana em Buenos Aires?
Em ritmo moderado, a faixa de referência é de US$ 70 por dia fora passagem e hospedagem — cerca de US$ 490 em sete dias. Em ritmo econômico, perto de US$ 245. Com jantares em parrilla, teatro e compras, passa de US$ 900. Vale conferir a regra de câmbio vigente pouco antes de embarcar, porque a Argentina muda esse cenário com frequência.
Cartão funciona bem nesses três países?
Funciona nas capitais e nas áreas turísticas, mas a espécie continua resolvendo transporte, feira, passeio no interior, entrada de parque nacional e comércio pequeno. Nas três cidades a proporção que costuma funcionar é metade em espécie, metade no cartão.
Preciso declarar o dinheiro que levo?
No Brasil, a declaração eletrônica de bens de viajante é obrigatória para valores em espécie acima de US$ 10.000, ou o equivalente em outra moeda, conforme a Lei nº 14.286/2021, tanto ao sair quanto ao entrar. Argentina, Chile e Uruguai têm limites próprios de declaração na alfândega, também na casa dos US$ 10.000.
Com quanta antecedência peço o peso?
Peso argentino, chileno e uruguaio dependem de pedido antecipado e o prazo é informado na consulta. O caminho mais tranquilo é combinar o pedido assim que a viagem estiver marcada. Fechada a operação com o pagamento confirmado, a retirada é agendada para a data que ficar melhor.
Continue o planejamento
Peso encomendado ou dólar? A gente resolve junto
Diga o destino, as datas e quantos dias. Você recebe o prazo do pedido de peso, a taxa do dia do dólar e uma sugestão de divisão entre as duas moedas.
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